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Rabo de Peixe

Com uma área geográfica de 16,98 km², onde se inclui o lugar de Santana, a vila de Rabo de Peixe confronta com o mar e com as freguesias de Calhetas, Pico da Pedra, Ribeira Seca e Santa Bárbara (concelho de Ribeira Grande), Livramento (concelho de Ponta Delgada) e Cabouco (concelho de Lagoa).

Não se sabendo ao certo a data ou como teria sido povoada esta localidade, aponta-se que por volta do século XV Rabo de Peixe, conjuntamente com a Ribeira Grande, constituía freguesia. A 25 de abril de 2004, Rabo de Peixe foi elevada a vila, alcançando, assim, uma das suas maiores pretensões.

Esta localidade é assim chamada devido à semelhança que uma das suas pontas de terra tem com uma cauda de peixe, ou como diz Gaspar Frutuoso (cronista açoriano, século XVI), por em tempos ali ter sido encontrado o rabo de um grande peixe desconhecido.

Rabo de Peixe é o maior porto de pesca dos Açores e a vila mais populosa do concelho da Ribeira Grande.

Do seu património arquitetónico há a destacar a sua igreja paroquial, dedicada ao Senhor Bom Jesus. Desconhece-se a data precisa da sua edificação, sabendo-se apenas que veio substituir uma outra igreja que já existia em 1522. De traça harmoniosa, o seu corpo principal é constituído por três naves. Nela se conserva uma bela capela-mor com talha do século XVIII, um quadro de São Pedro atribuído ao mestre Vasco Fernandes (1480-1543) e um magnífico Cristo Crucificado de marfim.

A festa e procissão de São Pedro Gonçalves – patrono dos pescadores – são celebradas nesta igreja no sexto domingo após a Páscoa.

Para além da igreja paroquial existem nesta freguesia os seguintes templos: a ermida de São Sebastião, um dos melhores exemplares da arquitetura religiosa micaelense do século XVIII, com interior revestido de azulejos da mesma altura; a ermida de Nossa Senhora do Rosário, edifício do século XVI, sucessivamente reconstruído nos séculos XIX e XX, situada no Alto do Rosário e de onde se desfruta um soberbo panorama sobre a costa que se estende entre esta freguesia e a das Capelas; a ermida de Nossa Senhora da Conceição (século XVIII) ou da Conceição das Vinhas, com um frontal de altar revestido a azulejos e uma imagem da padroeira da sua fundação; a ermida de Sant’Ana, situada num prédio pertencente à família de Manuel Coutinho, no Caminho Velho de Santana; e, ainda, a ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (século XX), localizada numa quinta, apresentando no seu interior uma bonita imagem da Virgem do Perpétuo Socorro com a sandália do Menino Deus desprendida do pé.

Como nota de curiosidade, registe-se que o lugar de Santana, extensa planície, foi transformado em campo de aviação militar durante a segunda guerra mundial (1939/45), passando, em 1946, para a aeronáutica civil com a instalação do primeiro aeroporto da ilha de São Miguel.

Gráfico Demográfico das Freguesias da Ribeira Grande