Ribeira GrandeTrilhos PedestresPico Queimado

Modo fotográfico

TM02 - Pico Queimado

CódigoTM02
FormatoLinear
Dificuldade Médio
Distância 2.47km
Duração 2h

Este percurso municipal inicia-se ao Km 3 da estrada secundária da Mediana, no sentido (norte-sul) Santa Bárbara – Cabouco. O seu nome, segundo o cronista Gaspar Frutuoso, deve se ao facto de “em outro tempo ser dum oficial deste ofício”. Trata-se de um trilho com cerca de 2,5 km de distância, de valor vulcanológico e paisagístico. Foi aqui que no mês de julho de 1563 decorreu a erupção do Pico do Sapateiro, também conhecido como Pico Queimado após este evento. Durante este passeio poderá desfrutar de diversas vistas sobre a costa norte, nomeadamente sobre a cidade da Ribeira Grande, assim como para toda a zona oeste da ilha de São Miguel, desde o vulcão do Fogo até ao vulcão das Sete Cidades.

Pontos de interesse?

  1. Basalto resultante do arrefecimento da escoada lávica muito fluida (do tipo pahoehoe) da erupção do Pico Queimado de 1563. Nesta erupção formaram-se dois rios de lava, este fluiu para noroeste dirigindo-se para freguesia de Rabo de Peixe. Com o avanço das escoadas diversas fendas abriram-se no terreno e alguns campos de cultivo foram destruídos.
  2. Fenda do Pico Queimado – fenda vulcânica com 6 metros de profundidade; constitui uma das fendas abertas no decurso da erupção, com orientação noroeste-sudeste. A sua exploração deve ser efetuada apenas por espeleologistas experientes e com material adequado.
  3. Algar do Pico Queimado – cavidade vulcânica com 37 metros de profundidade. Os algares vulcânicos são antigas chaminés ou condutas vulcânicas que foram drenadas de lava, geralmente verticais. A sua exploração deve ser efetuada apenas por espeleologistas experientes e com material adequado.
  4. Vista panorâmica para a costa norte da ilha de São Miguel, com destaque para o núcleo urbano da cidade da Ribeira Grande, localizada no flanco norte do Vulcão do Fogo. O rio de lava que fluiu para nascente, correu ao longo das ribeiras do Vilão e Seca atingindo a freguesia da Ribeira Seca, onde se encontra um fontenário soterrado nestas lavas históricas.
  5. Vista para o Vulcão do Fogo – grande edifício vulcânico traquítico, formado ao longo de várias fases nos últimos 300 mil anos. Com altitude máxima de 947 metros (Pico da Barrosa), possui uma caldeira de colapso no topo, sendo a mais jovem (15 mil anos) e mais pequena (diâmetro médio de 2,8 km) da ilha de São Miguel.
  6. Vista para o Complexo Vulcânico dos Picos e para o Vulcão das Sete Cidades. O primeiro constitui uma cordilheira vulcânica com mais de 200 cones vulcânicos alinhados segundo fracturas noroeste-sudeste e oeste-este, entre o Vulcão do Fogo e o Vulcão das Sete Cidades.  O Vulcão das Sete Cidades é um grande edifício vulcânico traquítico formado ao longo de várias fases desde há 800 mil anos. Com altitude máxima de 851 metros (Pico da Cruz), possui uma caldeira de colapso quase circular no topo, com um diâmetro médio de 5,3 km.
  7. Cratera do Pico Queimado com cerca de 100 metros de diâmetro máximo segundo a direção noroeste-sudeste, localizada no cume do domo traquítico (outrora designado de Pico do Sapateiro), onde no ano de 1563 ocorreu uma erupção basáltica com a emissão de piroclastos (escórias), escoadas, e uma coluna eruptiva de cor escura.

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